Setor automotivo no DF cresce, os estacionamentos diminuem
Nas grandes cidades, a dificuldade em encontrar vagas para estacionar o veículo, principalmente, em setores mais movimentados, não é novidade. Em Brasília, a situação chega a ser caótica em alguns lugares, como no Setor Comercial Sul, e nas comerciais das entrequadras do Plano Piloto.
De acordo com dados do Detran/DF, até dezembro de 2006, a frota de veículos no Distrito Federal já totalizava 830.054 unidades. Em seis anos, o crescimento foi de 50,9%. Em 2000, esse número era de 585.424.
Em fevereiro de 2007, a quantidade de veículos que circulam pela cidade aumentou para 895.791 unidades, o que representa um aumento de 7,9%, em relação ao mesmo período de 2006, quando existiam 830.054.
Apenas os automóveis, ou seja, veículos leves, representam 77,1% desse total, com 690.518 unidades em circulação. Também existe um número expressivo de motos, 76.735, o que corresponde a um aumento de 8,6%.
Para Edson Maia, diretor do Sindicato dos Concessionários e Distribuidores de Veículos do Distrito Federal (SINCODIV/DF), a tendência é de que essa quantidade de veículos aumente ainda mais. Somente no primeiro bimestre de 2007, foram comercializados 10.116 veículos, entre automóveis, caminhões, camionetas, ônibus e micro-ônibus, 24,5% a mais que a mesma época do ano passado, quando os empresários do setor venderam 8.125 unidades.
Com o crescimento da frota e pouco espaço para vagas, os brasilienses se ajeitam como podem. Estacionam em fila dupla, nas calçadas, ao longo dos meios-fios, etc. O resultado é o número excessivo de emissão de multas. Segundo o Detran/DF, por mês, cerca de dez mil veículos estacionados de forma irregular são multados. Maia considera que a mudança da sede do Governo do Distrito Federal (GDF) para Taguatinga descentralizou um pouco o fluxo de carros. Mas ainda está longe de ser o ideal.
Para que essa situação seja amenizada, o diretor do SINCODIV/DF sugere que sejam construídos estacionamentos subterrâneos e prédios com estacionamentos. “Essas obras não comprometeriam em nada o projeto arquitetônico de Brasília. Em algumas cidades, como Madri, com edificações de valor histórico inigualável, se adotou essa alternativa. Eles se adequaram à realidade atual, sem agredir a cidade. É possível contornar esse quadro”, afirma.
Outra sugestão, segundo Maia, seria a de fazer garagens proporcionais ao tamanho da edificação a ser construída. “Brasília foi planejada para uma realidade. Hoje vivemos em um contexto completamente diferente. Nada mais normal do que se adaptar a essas transformações”, diz.
Edson Mais ainda ressalta que adotar uma eventual política de rodízio dos carros que circulam na cidade, como ocorre em São Paulo, restringiria o direito do cidadão de ir e vir. “Nem todos têm facilidade para pegar o metrô ou um ônibus. Se a pessoa tem um automóvel, ela deve ter o direito de escolher se quer ou não sair de carro, independente do mês, do dia ou da hora”, completa.
Sobre o SINCODIV/DF - O SINCODIV-DF é filiado à Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) e conta com 47 associados. A entidade é responsável pela pesquisa mensal sobre os emplacamentos de veículos no DF. Entre as suas principais atribuições está a realização do Festival das Autorizadas do Distrito Federal (AutoFest), que ocorre duas vezes ao ano. O evento se configura hoje como o maior feirão de carros zero quilômetro do DF.
19 / 4 / 2007 Fonte :Proativa Comunicação
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