Produção industrial do DF acena com tendência de aumento nos próximos meses
Apesar da queda de quase 15% no faturamento da indústria do Distrito Federal, em fevereiro, o setor sinalizou uma tendência de aumento da produção para os próximos meses do ano.
O índice de Utilização da Capacidade Instalada (UCI) – indicador que mede a capacidade de produção fabril – subiu de 59,85% em janeiro, para 63,37%, no segundo mês do ano. O emprego na indústria apresentou estabilidade, sofrendo um leve recuo de 0,04%. Os dados constam da pesquisa Indicadores de Desempenho da Indústria do DF, elaborada pela Fibra, em parceria com o Instituto Euvaldo Lodi (IEL), referente ao mês de fevereiro.
O baixo desempenho da indústria local ocorreu, principalmente, pela diminuição cíclica da demanda típica dos primeiros dois meses do ano. Segundo o economista-chefe da Fibra, Diones Cerqueira, as férias e o recesso dos Poderes causam um esvaziamento das demandas do comércio e, conseqüentemente, da indústria. “Por outro lado, o aumento da capacidade instalada nos leva a crer que a indústria deverá ter uma considerável recuperação nas suas atividades nos próximos meses”, analisou.
A queda no faturamento de 14,75% em fevereiro, com relação a janeiro, compreendeu o segundo decréscimo consecutivo do indicador. Frente a fevereiro de 2005, houve queda de 12,1%, a primeira taxa negativa após onze meses de crescimento. O indicador de pessoal empregado na indústria ficou praticamente estável, com uma leve queda de 0,04% em fevereiro, com relação ao mês anterior. Frente a fevereiro do ano passado, o saldo foi negativo em 2,06%, o sétimo consecutivo da série histórica.
Cinco das onze atividades industriais pesquisadas contribuíram para o declínio do faturamento da indústria em fevereiro. São elas: tecnologia da informação (-37,58%), reparação de veículos (-26,75%) e processamento de grãos (-25,40%), madeira e mobiliário (-7,40%) e diversos (-4,86%). Por outro lado, algumas atividades com desempenho positivo nas vendas foram reparação de eletroeletrônicos (33,37%), tinturaria e lavanderia (36,19%) e edição e impressão (32,27%).
PERSPECTIVAS – O presidente da Fibra, Antônio Rocha, projeta melhora do desempenho da indústria para os próximos meses. “A atividade industrial, especialmente no DF, começa em março, quando os Poderes retomam a demanda para a indústria.
A partir do terceiro mês, deve haver uma sensível melhora do desempenho industrial, comprovado pelo fato de termos ampliado a nossa capacidade instalada em mais de três pontos percentuais”, frisou o presidente, também condicionando a recuperação à continuidade da flexibilização da política monetária e à votação do Orçamento de 2006, que ainda não foi aprovado pelo Congresso.
Em nível local, Rocha lembrou que o pacote de 127 obras anunciado pelo Governo do Distrito Federal, além da implementação efetiva do Parque Capital Digital deverão dar novo fôlego à indústria local. O acesso à íntegra da pesquisa Indicadores de Desempenho da Indústria do DF podem ser obtidos no site www.fibra.org.br.
Mais informações na Fibra: 3362-3815 / 8164-8165
12 / 4 / 2006 Fonte :Federação das Indústrias do DF
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