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Terça-feira, 7 de Setembro de 2010

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Indústria brasiliense reduz otimismo no final do ano

Carga tributária e crise política foram os itens responsáveis pela queda nas expectativas sobre o último trimestre de 2005

Os industriais do Distrito Federal estão menos otimistas neste final de ano. Segundo a pesquisa Sondagem Conjuntural da Indústria do DF, realizada pela Fibra, em parceria com o Instituto Euvaldo Lodi (IEL/DF), entre os dias 27 e 30 de setembro, com 204 empresários, houve uma redução da confiança quanto ao desempenho da economia local e queda nas intenções de realização de investimentos produtivos e de geração empregos.

O indicador que mede o nível de confiança na economia situou-se em 48,16 pontos e, pelo segundo trimestre consecutivo, é inferior à linha divisória dos 50 pontos, indicando uma expectativa pessimista em relação ao desempenho da economia neste final de ano. O resultado se opõe às boas perspectivas apuradas em igual período do ano passado, quando o indicador situava-se em 52,91 pontos.

Sobre futuros investimentos, os empresários também não demonstraram disposição. O indicador atingiu seu menor percentual nos últimos vinte e quatro meses, quando foi iniciada a pesquisa. Apenas 17,65% dos entrevistados pretendem realizar algum tipo de investimento. Cabe destacar que em igual trimestre do ano passado (quatro trimestre de 2004) esse percentual situava-se em 22,18%.

O indicador de expectativa sobre o faturamento também recuou 1,82 ponto entre o terceiro trimestre e o quatro trimestre, tendo passado de 52,68 pontos para 50,86 pontos, refletindo praticamente uma indefinição quanto ao otimismo ou pessimismo sobre o indicador de vendas da indústria. Nem mesmo a proximidade das vendas do final de ano – tradicionalmente responsáveis pelo aquecimento da demanda industrial – fez com que os empresários ficassem mais confiantes. Quanto ao índice de evolução do emprego industrial houve um recuo de 2,4 pontos, passando de 51,79 pontos, no terceiro trimestre, para 49,39 pontos no quarto trimestre de 2005.

Tamanha descrença tem motivos. Segundo o presidente da Fibra, Antônio Rocha, a queda no otimismo do empresário brasiliense está relacionada à pesada carga tributária que incide sobre à atividade produtiva, à crise política e à falta de demanda. “Enquanto o governo não neutralizar a crise política, o setor produtivo vai continuar sofrendo. Projetos de interesse do setor industrial, como a Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas, as Parcerias Público-Privadas, o Parque Capital Digital, estão na pauta do Congresso, sem previsão de apreciação”, observou Rocha, considerando, no entanto, importantes projetos como a MP 255, aprovada na semana passada, que prevê desoneração da atividade produtiva e incentivos às exportações.

CNI também aponta pessimismo em nível nacional

Em nível nacional, a situação não é diferente. A pesquisa Sondagem Especial, divulgada hoje pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), demonstra que as perspectivas de compras de máquinas e equipamentos em 2006 são muito modestas. A proporção dos investimentos voltados ao aumento de produção caiu e o foco no mercado interno aumentou.

A redução da demanda é apontada pelas empresas como o principal risco à realização dos investimentos no próximo ano. Entre as grandes empresas, outros problemas são a escassez dos recursos financeiros próprios, custo de financiamento e insegurança em relação ao sistema tributário. No caso das pequenas e médias, o segundo grande obstáculo é a escassez de recursos próprios, seguido pela insegurança com os impostos.

Serviço: Acesso à íntegra da 12ª edição da pesquisa Sondagem Conjuntural da Indústria do DF e mais informações sobre a confiança dos industriais para o quatro trimestre de 2005, podem ser obtidos na Assessoria de Imprensa, pelos telefones 3362-3818 / 3362-3878 / 3362-3815, ou pelo site www.fibra.org.br.
6 / 11 / 2005

Fonte :Fibra

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